sábado, 13 de janeiro de 2007

O FECHO DAS RUBRICAS ORÇAMENTAIS

Já tinha dito que iria focar este tema. O qual teve muita azáfama no mês de Dezembro, como tem sempre em todos os Dezembros. E ocorre em todas as chafaricas do Estado, quer seja da administração central, regional ou local. E com vícios que têm mais de sessenta anos. Muitas rubricas, respeitantes às miudezas, são todos os anos, desde há décadas, inflacionadas para que não se tenha menos verbas no ano seguinte. O que resultou que, actualmente, haja uma mega inflação nessas rubricas. Mas para se justificar sempre esse aumento é necessário que nunca, em ano algum, sobre dinheiro porque não se o gastou.
Assim gasta-se tudo. E como? Façamos um “suponhamos”, como diria o ZéZé do “Conversa da Treta”. Então “suponhamos”, até porque eu não conheço nenhum caso, que numa chafarica qualquer do Estado, algures em “Freixo-Espingarda-ao-Ombro”, e lá no Continente, numa rubrica de consumíveis de material de escritório, a verba inscrita é de 20 mil contos, (100 mil €). Mas a chafarica só consome, isto é sempre um “suponhamos”, mil contos (5 mil €). Como resolver, então? “Suponhamos” que o fornecedor entrega mais material no valor de mil contos, que entretanto pode ser distribuído por todas as famílias dos funcionários, que assim ficam com material para o ano todo. E dos outros 18 mil contos passa-se recibos, pelo fornecedor, “suponhamos”, dividindo-se o dinheiro assim pago pelo Estado a meias entre o fornecedor e os três ou quatro lá da chafarica que estão por dentro da jogada. “Suponhamos” que é assim. “Suponhamos” isto multiplicado por muitas chafaricas em todo o país, e veja-se lá se não resolvia já uma boa parte do tal défice. E as piscinas?

3 comentários:

C disse...

a apanhar um belo Sol, numa bela esplanada, em bela companhia...

mas sempre a lembrança de um belo amigo!!!

beijo doce

andorinha disse...

É vergonhoso!

MJ disse...

Bom Domingo :-)