sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O POVO PORTUGUÊS VAI MORRENDO

E já há muito tempo. De um blog muito interessante, dos ex-combatentes na Guiné, que os mais novos deveriam consultar para aprenderem, aqui, tirei a seguinte transcrição:
Não trouxeram o corpo do Viegas para Mansoa, meteram-no na urna e seguiu de barco para Bissau. Tenho sido eu a tratar das coisas dele, fui-lhe mexer na mala e fazer o espólio de todos os seus pertences para enviar à família. Possuía tão pouco, algumas quinquilharias e uma roupita tão pobre! O povo português vai morrendo, o nosso David foi apenas mais um.
Os ex-combatentes não foram bem ouvidos pelo país. E o país está hoje a pagar por isso. Claro que os políticos, jovens e ambiciosos, sem escrúpulos e sem convicções, não gostam dos ex-combatentes nem do que eles dizem. Nem querem saber do que eles sentem. Não percebem que os ex-combatentes sentem Portugal. Os soldados sempre lutaram para dar tempo e espaço à política, a fim de resolver os problemas. Infelizmente os políticos, ou por incompetência ou por má-fé, ou ainda por estupidez, não resolvem. Sobretudo sempre tem faltado aos políticos, em Portugal e não só, a visão estratégica e geoestratégica para as boas decisões pacíficas e de desenvolvimento. Que tem de ser global. Até lá, até se atingir esse patamar, continuará a haver guerras, má distribuição da riqueza e muito sofrimento para muitas populações. Melhores políticos necessitam-se para este planeta. E novos modelos. Este modelo de democracia que se quer impor e dinamizar por todo o lado já provou que, facilmente, fica nas mãos de corruptos e vigaristas. Que depois manipulam as regras da democracia a seu belo prazer e impunidade. É um bug deste modelo de democracia, que permite a falha da segurança das regras e, como consequência, a minagem a partir do seu âmago.
Do excelente blog dedicado a António Quadros, com link aí ao lado, remato com esta citação, de lá extraída, do post de 26/1/2010 :
Só o futuro tem realidade atêntica (sic), porque lhe fazemos face constantemente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SERÁ QUE A ESPANHA ESTÁ PREPARADA PARA TOMAR CONTA DE PORTUGAL?

Pelo andar da carruagem vai-se tornar inevitável. Portugal vem demonstrando, ou seja, os portugueses, que é um país a tender para ser um estado falhado. É um país velho, já sem alma. É incapaz de se governar.
A pergunta é se a Espanha está preparada para tomar conta de Portugal. E se estiver, se o quererá. Acrescentar problemas aos que já tem não deve ser a ambição do momento. Embora seja uma saudosa ambição.
Quando o desastre se consumar não vai haver culpados. No fundo os portugueses são todos culpados. Por puro oportunismo e egoísmo, todos colaboraram para o desastre. E ainda continuam a forçar mais o escavar do buraco. Enquanto não acabarem com o que resta não descansam. E há grupos profissionais que contribuem bastante para o afundamento. Porque os outros deixam. Portugal já vive no estertor. É uma agonia lenta, que a todos vai atrofiando.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ADOPÇÃO

Queria chamar a vossa atenção para um artigo, sobre este tema, de Rui Moreira, aqui, no JN de 16.01.2010. Discutível, mas muito interessante, e sobretudo sensato.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O PAÍS VAI FALIR

Na senda em que desliza é o resultado que se espera. Não é pessimismo. É realismo. E não vai haver culpados. É o óbvio.
Poderíamos perguntar pelo país. Mas esse é já muito velho. A alma portuguesa também já se extinguiu. Existem, aqui e ali, alguns cidadãos que ainda contêm na sua alma muitas partículas dessa alma portuguesa. Mas o seu número é reduzido e disperso para que chegue a fazer massa crítica em prol de obstar à extinção da alma portuguesa. Pelo que afirmo que já se extinguiu.
E quem são hoje os portugueses? São, não um povo, mas uma população imbecilizada. Que a ruralidade da década de 60 do século passado, que conheci bem, não era. Mas que a ruralidade urbana actual é. Esfumou-se a elite nacional. Diluiu-se a competência. Deu-se mérito à mediocridade. Eu vi ao longo de anos as pessoas transformarem-se em seres matreiros, manhosos, nada solidários e profundamente egoístas. São os portugueses de hoje. Em que cada um, ou cada grupo profissional da função pública, tenta sacar o máximo em tempo possível antes do estertor. Preferiram afundar o país. Sem nenhum pejo de consciência. Apoiaram corruptos e guindaram-nos ao poder na mira de também poderem esfolar algum. Apoiaram a corrupção como oportunistas que são, que foi no que a maioria dos portugueses se tornou. É essa maioria oportunista que condiciona o destino do país. Porque promove o poder. Todos seremos penalizados. Alguns já se terão defendido da penalização que aí vem. Mas nem todos puderam sacar dinheiro depositá-lo na Suiça, ou algo similar. Vai-se passar fome em Portugal. Ninguém tratou da defesa nacional. Agora já é tarde. Já estamos em agonia. Só se aguarda, e ao que parece alegremente, pelo último suspiro. E há quem vá comemorar uma república, para elogiar esta. Nem percebo o que é que vão festejar. Só se for a incompetência dos esbanjadores e a destruição do país.


Queria aqui deixar 2 citações:
1- A atenção fixada nos defeitos das eventuais virtudes não será a mais habilitada a avaliar os méritos dos programas, e seguramente não é a mais inspiradora da confiança sem a qual nenhum regime político funciona com equilíbrio e mobilização das vontades da sociedade civil.
(Adriano Moreira, no DN de 6 de Outubro de 2009, no artigo «A CONFIANÇA»)

2- O Governo é cada vez mais incapaz de compreender, quanto mais resolver, a situação nacional. A oposição revela-se inábil para apresentar alternativa credível. Os grupos de pressão fecham-se em egoísmo paralisante e envenenam a vida nacional. A classe política, degradada pela incapacidade da administração e da justiça, embrulha-se em mediocridade, dedicando-se a temas mesquinhos e abstrusos. Até a Europa anda sem rumo e o mundo, mergulhado na crise financeira, não consegue consensos cruciais.
Não admira o desânimo, desinteresse, cinismo dos cidadãos. As novas gerações queixam-se do sistema sem futuro que os pais criaram na revolução e que os condena ao emprego precário. Multiplicam-se as queixas, escândalos, intrigas, fúrias, desconfianças. Apela-se a um Salazar que venha pôr isto na ordem. Portugal está desanimado.
(João César das Neves, ontem no DN, no artigo «Portugal Desanimado»)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CINTO APERTADO.

O José Eduardo Moniz estreia-se hoje, com um artigo de opinião, no "Diário Económico". Da estreia transcrevo aqui um trecho:
Nada que me faça pensar que o destino do País está em vias de mudar. Economia estagnada, desemprego confirmado acima dos 10%, défice a ultrapassar os 9% (de acordo com espíritos tolerantes na análise dos números), endividamento firme em valores comprometedores para o presente e o futuro. Em suma, dados que apontam para um retrato do qual a esperança se afasta, como um bem que nem tão cedo deixará de ser bastante escasso e que, portanto, permanece muito longe dos olhos e, mais ainda, dos corações.

Quantas gerações vão continuar a ter de viver com o cinto afivelado uns furos a menos do que aquilo que efectivamente seria suposto perante o real empobrecimento que mina Portugal e que tudo corrói? Os medíocres desempenhos de vários sectores industriais, os queixumes de largas faixas de comerciantes, as reclamações de muitas pequenas e médias empresas sobem de tom, de dia para dia, tornando mais evidente a falta de solidez e competitividade da nossa economia. Paira no ar a noção de que há um intransponível mar de problemas sem solução à vista e que ficará como herança para os nossos filhos e netos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

OUVIR A ANÁLISE SERENA

video

Este video vem do site, aqui, dedicado ao testemunho de Jiddu Krishnamurti. Quem não souber, peça para lhe traduzirem. Sobretudo reflictam sobre o que ele diz das sociedades. Especialmente quando ele diz que a crise não é política, nem económica, nem de guerra, mas é do mais profundo das nossas almas. Eu, corroborando-o, diria que a crise é de valores.

O QUE É QUE DAR LIBERDADE DE VOTO, OU NÃO, AOS DEPUTADOS TEM DE REPUBLICANO?

Expliquem. E se possível, bem. A tertúlia das comemorações da implantação da República devia dizer algo sobre este tema.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

VIVEM-SE TEMPOS DE OBSCURANTISMO

Os portugueses estão muito mais atentos a programas sobre futebol do que a programas sobre economia, finanças, ou mesmo sobre debates acerca do estado do país. O ensino projecta cada vez mais ignorância, e valida competências muito dúbias. Que cidadania temos, afinal? Com que eleitores conscientes contamos? E os políticos assim instruídos e eleitos servem para quê?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A INCAPACIDADE DO AUTO RECONHECIMENTO

Muita gente anseia ocupar cargos e desempenhar funções sem se aperceberem que não têm competências para tal, e nem qualidades formais e morais. E não se apercebem por incapacidade de auto avaliação, por formação deficiente, por educação transviada do correcto, por ambição imoral, por absorção de maus exemplos e associação de interesses duvidosos. O problema maior é que depois ocupam, mesmo, os cargos. Isso é o desastre do país.
O mundo gira sempre numa luta constante entre o caos e a ordem. Em Portugal ganha sempre o caos. Quando a ordem se instala é sempre muito dura.

domingo, 3 de janeiro de 2010

LEMBRAM-SE DO QUE ACONTECEU À BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA?

Já foi há uns séculos atrás. Mas parece que se vai assistir novamente a episódios semelhantes. O culto da ignorância está instalado.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

HOJE, AINDA, NENHUM POLÍTICO DISSE NENHUMA ASNEIRA

São aqui 14 horas. E os rapazes da política ainda não disseram parvoíces. É bom quando estão calados. Temo que quebrem o silêncio rapidamente e estraguem esta serenidade. Este ano Portugal vai celebrar a implantação da República. É de comemorar. Agora os rapazes da República é que não sei se têm algo para comemorar, devido ao comportamento que têm tido e ao esbanjamento que têm proporcionado. Compare-se bem a 1ª e a actual República. Desperdiçam, desperdiçam até ao insustentável. Prometem com o que não têm e frustram o futuro dos cidadãos. Navegamos de crise em crise até à exaustão do país. Um dia, nem estado exíguo será.