sábado, 13 de novembro de 2010
AINDA HÁ ELITES EM PORTUGAL?
Parece que a grande incógnita da actualidade é essa. E parece que não há respostas. A Avilez, na Sábado, diz isso. Mas não é drama, é só a exaustão do país. E já perto do fim.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A BOA MOEDA, A MÁ MOEDA; A BOA MOÇONARIA, A MÁ MAÇONARIA.
Onde está a boa maçonaria? Onde fica a má maçonaria? Vamos desde já admitir que há má maçonaria. Sim, tem que haver. O que dá importância e valoriza o bom é o mau. A existência da má maçonaria valoriza a boa maçonaria. Como distingui-las? Vamos aos sites das obediências maçónicas e lemos coisas sobre valores, liberdade, fraternidade e igualdade. Que distinguimos? O mal tem que coexistir com o bem. É a verdade da evidência. Mas onde fica a evidência da distinção? Esse é o dilema dos secretismos.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
SER DEPUTADO EM PORTUGAL É MUITO DIFERENTE DE SÊ-LO NA SUÉCIA
Veja aqui uma reportagem de televisão brasileira. Isto tudo pensando naquele deputado socialista que não tem dinheiro para comer e que queria a cantina aberta à noite, tadinho.
HIPERTENSÃO
"A hipertensão arterial sistêmica ocorre em pacientes com a personalidade controladora, que ao perderem o controle de uma determinada situação, geram um sentimento de raiva que descarregado sobre o seu próprio corpo somático, produz, entre outras coisas, a hipertensão arterial",
Antonio Carlos Costardi, neurologista no estado de S. Paulo, Brasil
Antonio Carlos Costardi, neurologista no estado de S. Paulo, Brasil
terça-feira, 26 de outubro de 2010
OS DÉFICES DA SATISFAÇÃO IMEDIATA
As sociedades que procuram alcançar níveis elevados de satisfação imediata e estão dispostas a pedir empréstimos sobre rendimentos futuros para os alcançar têm, em termos históricos e na maioria das vezes, sido afectadas pela inflação e a estagnação. As economias destas sociedades tendem a apresentar maiores défices orçamentais dos governos financiados pela impressão de papel-moeda. A subsequente inflação acaba por levar com frequência à recessão, ou pior, uma vez que os bancos centrais são obrigados a adoptar medidas drásticas. Depois o processo recomeça. Muitos países na América Latina têm sido particularmente atreitos a esta doença «populista», conforme refiro no capítulo 1 7. Receio que os EUA possam não ser totalmente imunes a ela.
Alan Greenspan, in "A ERA DA TURBULÊNCIA", 2007.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
NÃO RESPONSABILIZAR.
Veja-se aqui uma noticia do "i" sobre o facto de se continuar a legislar no sentido de isentar os boys de responsabilidades das manigâncias.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
JÁ LERAM BEM O LEMA DO BLOG?
É só olharem aí em cima da foto. Dá para perceber como é que Portugal chegou a este ponto? Dá.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
DE VEZ EM QUANDO CONTRARIO O MEU PESSIMISMO
Leiam aqui , no "i", uma pequena entrevista a António Câmara da «YDreams». que remata assim:
Santo Deus, não. A maior parte das pessoas aqui é dez vezes melhor a matemática que qualquer americano que trabalhe na Google. Não há comparação. As pessoas cá não têm padrões, é inacreditável. Os exames de matemática em Portugal são mais difíceis que no MIT. Há o talento em Portugal para fazer isso, a questão é transformar isto num negócio gigantesco.
Santo Deus, não. A maior parte das pessoas aqui é dez vezes melhor a matemática que qualquer americano que trabalhe na Google. Não há comparação. As pessoas cá não têm padrões, é inacreditável. Os exames de matemática em Portugal são mais difíceis que no MIT. Há o talento em Portugal para fazer isso, a questão é transformar isto num negócio gigantesco.
domingo, 17 de outubro de 2010
PORTUGAL AINDA VALE A PENA?
Hoje dei por mim a pensar que os meus concidadãos deixaram-se empurrar para um buraco porque preferiram aceitar todos os facilitismos, que eram fraudulentos, a exigirem rectidão, competência, rigor e trabalho. Lembro-me sempre da deterioração do ensino em que preferiram facilidades para os filhos passarem em vez de um rigor que eles deveriam ter ultrapassado por mérito próprio. Hoje são uns ignorantes inúteis e improdutivos para a salvação do país. Lembro-me que preferiram sempre a cunha e o compadrio ao mérito. Hoje isso é um problema grave na competência pública portuguesa. Este país ainda vale a pena e é viável? Não me parece. Por isso aconselho sempre os jovens com menos de 30 anos a fugirem de Portugal enquanto é tempo, porque se não o fizerem ficarão para sempre amarrados ao insucesso, à decadência veloz de uma pátria de imbecis, tanto os que governam como os governados.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
OS PORTUGUESES SÃO UM POVO IMBECILIZADO?
São. Deixaram-se ficar dependentes do estado, deixaram-se imbecilizar. Passaram a entender que o estado é que lhes devia tratar de tudo, facilitar tudo, amparar tudo e sustentar tudo. Não perceberam que são eles, os próprios, que sustentam isso tudo. Deixaram que o estado lhes educasse os filhos, lhes tratasse do emprego, lhes tratasse de os manterem subsidiados e obedientes. E o muito mais. Só que ficaram presos nessas malhas e, consequentemente, obrigados a votar sempre em quem lhes prometesse manter esse sistema do qual eles dependiam. Só não percebo porque é que os portugueses se queixam das asneiras que eles próprios fizeram
sábado, 9 de outubro de 2010
A LUCIDEZ EM OPINIÃO
Depois de ouvir, aqui, o Frei Fernando Ventura, já não devo ter muito mais a dizer sobre a desgraçada situação de Portugal. E espero não vir a dizer mais nada. Espero.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE
E quem arranjou os problemas também é quem vai fazer parte da solução? Se é que alguém acredita que há solução à vista.
sábado, 28 de agosto de 2010
PORQUE SERÁ QUE SE ESCREVE TANTO SOBRE O SALAZAR?
Sim, porque será? Teses e dissertações ainda se compreendem, embora já estejam a tender para um número exagerado. A não ser que o tema seja hoje crucial para um desenvolvimento do pensamento posterior. E os artigos? Tantos artigos sobre um tema tão "amaldiçoado" pelos dominantes deste regime podre, faz pensar que há algo para resolver com este tema. Quanto mais escrevem menos "amaldiçoado" fica, e menos sólido fica este regime e as suas premissas. Qualquer dia ainda vão descobrir virtudes ao anterior regime, ao compararem com o marasmo e a pouca vergonha deste. E dixit.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
CANUDOS, CANUDOS, CANUDOS, E ...........
O facto de haver mais jovens licenciados no mercado de trabalho não significa melhor nível de vida para eles nem para a economia. Leia aqui o artigo no «The Guardian».
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PARECE QUE SEMPRE SE VENDERAM CERTIFICADOS
Notícias e rumores, como esta, de vendas de certificados, quer do 12º ano quer de licenciaturas, são frequentes. Confiram, aqui, uma de muitas notícias sobre o assunto. Basta fazerem uma busca na net e encontrarão centenas de notícias sobre este teor. Até é célebre aquela de um senhor que foi presidente de um conselho directivo, que só foi descoberto porque, após o divórcio, a ex-mulher denunciou-o. E ele deu uma entrevista onde falou desses esquemas. Por tudo isto o post de ontem está correcto. E deviam reparar que a professora tinha turmas do 1ºano, logo recém-chegados à universidade, logo, com um alto grau de probabilidades, mal preparados.
O que há mais para dizer sobre isto? Só isto: pobre país este.
O que há mais para dizer sobre isto? Só isto: pobre país este.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
ELVIRA GASPAR TEM RAZÃO
Se calhar o problema está é no ensino secundário, e já antes, que manda os alunos mediocremente preparados para a universidade. E há, tem de haver, um grau mínimo, de segurança, na exigência. Os alunos não podem sair, também, mediocremente da universidade. Senão qual será a confiança que se poderá ter na competência deles? E parece-me que as universidades também estão a escorregar para o facilitismo do secundário e a apostar na graduação da ignorância. Honra a Elvira Gaspar. Leiam aqui a notícia. E a lição a tirar é que se não sabem devem chumbar, e nunca passar por esmola do facilitismo.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
EXPLICAÇÃO SINGELA E EXAUSTIVA
No post publicado aqui, no blog Luís Graça & Camardas da Guiné, retirei um trecho, com a devida vénia, que aqui exponho. Julgo que responde, singela e exaustivamente, à questão sobre quem eram os jovens que iam para a guerra do ultramar:.
Tenho hoje a sensação de que nos roubaram a juventude. Não sei se se passa o mesmo contigo… Ajuste de contas comigo, com o meu fado. Não, não é nada contra ninguém. Não sou daqueles que invectiva os outros, um mal tão tipicamente português. Os outros não sei quem são, não ando à procura de álibis, desculpas, pretextos ou bodes expiatórios. O outro sou eu, ponto final parágrafo.
Nasci em 1947 - como tu, suponho – num país à beira mar plantado, mar que aliás eu só vi quando fui para a tropa… Um país governado por um velho celibatário e a sua criada. Foi o tempo e o lugar que me calharam na rifa, foi o meu fado. Não fiques à espera que eu me lamente, chore banho e ranho, ou que arranque os cabelos. Sou o que sou, ponto final.
Não, não sinto raiva, desejo de vingança, vergonha, culpa, nada disso em que possas estar a pensar. Porque haveria eu de sentir culpa ? Não matei, não torturei, não violei, não roubei, não desejei a mulher do próximo… Enfim, julgo ter cumprido os 10 mandamentos da lei de Deus que me ensinaram os meus pais. Tive uma educação cristã, como tu, como toda a gente. Fui igual a centenas de milhares de jovens da minha, da nossa geração. Nem cobardes nem heróis.
Tenho hoje a sensação de que nos roubaram a juventude. Não sei se se passa o mesmo contigo… Ajuste de contas comigo, com o meu fado. Não, não é nada contra ninguém. Não sou daqueles que invectiva os outros, um mal tão tipicamente português. Os outros não sei quem são, não ando à procura de álibis, desculpas, pretextos ou bodes expiatórios. O outro sou eu, ponto final parágrafo.
Nasci em 1947 - como tu, suponho – num país à beira mar plantado, mar que aliás eu só vi quando fui para a tropa… Um país governado por um velho celibatário e a sua criada. Foi o tempo e o lugar que me calharam na rifa, foi o meu fado. Não fiques à espera que eu me lamente, chore banho e ranho, ou que arranque os cabelos. Sou o que sou, ponto final.
Não, não sinto raiva, desejo de vingança, vergonha, culpa, nada disso em que possas estar a pensar. Porque haveria eu de sentir culpa ? Não matei, não torturei, não violei, não roubei, não desejei a mulher do próximo… Enfim, julgo ter cumprido os 10 mandamentos da lei de Deus que me ensinaram os meus pais. Tive uma educação cristã, como tu, como toda a gente. Fui igual a centenas de milhares de jovens da minha, da nossa geração. Nem cobardes nem heróis.
sábado, 7 de agosto de 2010
"TODO MUNDO 'PENSANDO' EM DEIXAR UM PLANETA MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS... QUANDO É QUE 'PENSARÃO' EM DEIXAR FILHOS MELHORES PARA O NOSSO PLANETA?"
Esta pergunta foi feita num evento, que agora não me lembro qual, que versava ecologia. É tão profunda a pergunta que não vejo respostas objectivas. Mas a pergunta colocou o dedo na ferida. E a instrução pública é já uma ferida gangrenada que não responde à pergunta.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
A CRISE É, EM MUITO, DE VALORES.
Esta notícia, aqui, sobre exploração de analfabetos e deficientes, expõe a realidade portuguesa. O incremento da ignorância promovido pelo sistema educacional irá contribuir para piorar. Acabar com os chumbos só garante que o aluno terá um qualquer certificado e que as estatísticas espelharão um sucesso qualquer de percentagem em diplomas, mas não garante que os alunos tenham adquirido saber, nem civismo, e, sobretudo, não garante que tenham vontade de aprender. Já quase nada estudam e se não tiverem um objectivo, então, não se motivam para estudar.
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