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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PARECE QUE SEMPRE SE VENDERAM CERTIFICADOS

Notícias e rumores, como esta, de vendas de certificados, quer do 12º ano quer de licenciaturas, são frequentes. Confiram, aqui, uma de muitas notícias sobre o assunto. Basta fazerem uma busca na net e encontrarão centenas de notícias sobre este teor. Até é célebre aquela de um senhor que foi presidente de um conselho directivo, que só foi descoberto porque, após o divórcio, a ex-mulher denunciou-o. E ele deu uma entrevista onde falou desses esquemas. Por tudo isto o post de ontem está correcto. E deviam reparar que a professora tinha turmas do 1ºano, logo recém-chegados à universidade, logo, com um alto grau de probabilidades, mal preparados.
O que há mais para dizer sobre isto? Só isto: pobre país este.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ELVIRA GASPAR TEM RAZÃO

Se calhar o problema está é no ensino secundário, e já antes, que manda os alunos mediocremente preparados para a universidade. E há, tem de haver, um grau mínimo, de segurança, na exigência. Os alunos não podem sair, também, mediocremente da universidade. Senão qual será a confiança que se poderá ter na competência deles? E parece-me que as universidades também estão a escorregar para o facilitismo do secundário e a apostar na graduação da ignorância. Honra a Elvira Gaspar. Leiam aqui a notícia. E a lição a tirar é que se não sabem devem chumbar, e nunca passar por esmola do facilitismo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

AINDA O ENSINO

Não posso deixar de focar mais um pouco a entrevista a Maria do Carmo Vieira, a que aludi no penúltimo post. Que também se relaciona com o post sobre Maria Helena da Rocha Pereira. E muito com o que escrevi no post sobre os Três Eixos (4 de Junho), sobretudo com a liberdade de pensamento. Aqui deixo mais duas respostas dessa entrevista e notando que o livro sai esta semana com a Visão ou o JL.



Consegue perceber porquê?
O objectivo desta Europa é ter cada vez mais pessoas que não pensem. Quanto menos se pensar mais obedientes somos e menos possibilidades temos de reagir ao que consideramos injusto. E quem perde mais são os países mais pobres, caso de Portugal. Quanto mais analfabetos formos e mais propensos ao consumismo melhor - vemos todos os dias pessoas endividadas que não reflectem e se deixam seduzir por engodos. Ache que esse é o objectivo de um determinado tipo de poder que, sem dúvida, corrompe e escraviza.
(…)
Reúne os textos que publicou sobre o assunto, nomeadamente no JL?
O JL foi o primeiro jornal que aceitou o meu artigo onde escrevia que era inadmissível que o programa televisivo Big Brother estivesse nos manuais escolares e que se convidasse os alunos a vê-lo. Guardo e-mails dessa altura em que várias pessoas escreviam coisas inacreditáveis, como que os alunos precisavam de ver aquilo para desenvolverem o espírito crítico. Recomenda-se a mediocridade para desenvolver o espírito crítico? Com um texto de Gil Vicente desenvolve-se muito mais. Se os alunos se 'viciarem' na qualidade vão conseguir distinguir o bom do mau.