quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

POR AQUI E POR ALI

O pessimismo que deriva da falta de perspectiva está a alastrar, perigosamente, na sociedade portuguesa. As pessoas estão confusas, sentem que vão de mal a pior, muitas estão desempregadas, as empresas em que trabalhavam fecharam, vivem de reduzidos subsídios e desistem de arregaçar as mangas e, com alguma imaginação, procurar novos trabalhos.
(…)
O pessimismo nacional, a renúncia de viver e de lutar, é assim uma doença que alastra na sociedade portuguesa, e que se vai tornando endémica, tanto nos grandes centros como nos campos e nas aldeias. Num passado recente, com uma abastança maior, embora artificial, porque veio de fora e dos fundos europeus, deu-se um amplo alargamento das classes médias - hoje a caminho, em muitos casos, da pauperização - que explica, em boa parte, este fenómeno
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Mário Soares, in DN 15.12.2009

Os regimes políticos, com variações específicas, estão sempre num processo de tensão entre as promessas e os problemas suscitados pelo incumprimento, sendo que o valor da confiança, entre a população e as instâncias do poder, responde com variações que vão da sustentação do esforço ao total abandono do apoio. Os regimes democráticos vivem esse processo de uma maneira mais visível talvez porque a liberdade de expressão não consente a limitação das manifestações de discordância.
(...)
O FMI, descuidado de ter maneiras, desembaraçou-se a dar conselhos políticos, sem indicar o método. É tempo de o Conselho de Estado ser chamado a acompanhar o Presidente da República na avaliação da inquietante circunstância que envolve o Estado e a sociedade civil, e na definição da acção presidencial mais eficaz no sentido de evitar o progresso da erosão da harmonia e bom funcionamento dos órgãos de soberania, do bom desempenho dos aparelhos de intervenção, e da visível quebra da confiança pública.

Adriano Moreira, in DN 15.12.2009

As notícias sobre o crescente entendimento de que o único remédio para eliminar a ameaça das armas de destruição maciça é eliminar essas armas, admitindo com lucidez que nenhum poder é confiável no sentido de que as manterá apenas com intenção preventiva, são notícias animadoras. Designadamente porque a alegada função preventiva significa que serão eventualmente usadas logo que a prevenção se demonstre ineficaz, uma inquietação sempre presente nesta época de incerteza na qual nenhuma perspectiva é tranquilizante.
A dúvida mais presente em relação ao processo é a traduzida no comentário de Frederico da Prússia sobre os projectos de paz perpétua, ao lembrar que faltava apenas o acordo das potências. A dúvida prussiana continua nesta data agravada, não apenas pela falta de certeza da adesão dos Estados, mas também pela eventual intervenção dos cisnes negros, desafiadores de todas as racionalidades, agora na figura de poderes atípicos no exercício do terrorismo global, com a companhia de soberanias enlouquecidas pela indiferença entre conseguir impor os seus objectivos ou promover o desastre geral. A permanência da reserva prussiana, é tanto mais inquietante quanto é visível que, não obstante a já habitual insistência sobre as interdependências, a versão da capacidade de exercer o unilateralismo, com a inerente proeminência, anda recordada por todas as latitudes.


Adriano Moreira, in DN 01.12.2009


O PALHAÇO
Para ler na íntegra.

Mário Crespo, no JN de 14.12.2009


Nunca tirei uma foto com o Pai Natal

Aquiles, hoje.

Também não acredito que estes políticos que por aí pululam levem o país por bom caminho.

Aquiles, hoje
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sábado, 12 de dezembro de 2009

VAMPIROS. É PARA LÁ QUE ME REMETE A ACTUAL SITUAÇÃO

Cada vez mais este tema do Zeca Afonso, OS VAMPIROS, se adequa à corrupção generalizada que há em Portugal. Vejam aqui, e ao vivo, o Zeca a cantá-lo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

QUE O SALÁRIO MÍNIMO SEJA INFERIOR À PRESTAÇÃO DO RENDIMENTO DE INSERÇÃO SOCIAL É UM DESASTRE

É uma catástrofe esta inversão de valores. Quem trabalha recebe menos do que quem está em casa sem fazer nenhum. E além de não fazerem nada, pois não são obrigados a um serviço cívico, ainda desmoralizam quem trabalha. Um desempregado recebe muitas vezes um valor inferior a essa prestação do Rendimento de Inserção Social (RIS), antigo Rendimento Mínimo Garantido, mas tem a obrigação de procurar emprego. Há pensões de reforma, e muitas, que são muito inferiores à pensão do RIS. Isto é um escândalo. Uma pessoa trabalha uma vida, descontando para a segurança social por toda essa vida de trabalho, e recebe uma miséria face ao que recebe um pensionista do RIS, que se calhar nunca descontou nada. Os do RIS limitam-se a viver à conta dos que trabalham e a segurança social paga mais a estes do que aos trabalhadores que descontaram uma vida inteira. Há pessoas a despedirem-se dos empregos alegando que o RIS é mais compensador, pois não têm de pagar transportes e comem em casa. Nem vou aqui contar casos que conheço. Mas a injustiça do RIS está a provocar uma fractura na sociedade portuguesa. Há uma revolta grande em pagar impostos para serem esbanjados no RIS. Devo aqui reconhecer que o propósito que criou o RMG era salutar e prenhe de solidariedade, mas não passou de uma quimera pois a realidade não tem nada de solidariedade. Onde está a solidariedade para com os reformados? Para com os deficientes? E para com aqueles que trabalham? Que ainda têm de ouvir na ida para o trabalho o imbecil ocioso dizer: «É preciso que alguém trabalhe pra mim receber o rendimento mínimo». Que encorajamento e valor se dá ao trabalho? E que dizer daquela mãe (ou avó), que face a um atraso do vale do RIS não mandou os filhos para a escola, ameaçando que só o faria quando lhe pagassem?
Pergunto eu: temos de pagar impostos para os políticos esbanjarem, entre outras coisas, no RIS, fazendo-se passar por bonzinhos à custa do suor de quem, efectivamente, trabalha?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A IMPRENSA TAMBÉM CONTRIBUI PARA O MAL

Traduzo aqui um artigo de Elvira Lindo, publicado no EL PAÍS de 2 de Dezembro. O artigo decorre de uma detenção errada de um homem por assassínio e violação de uma enteada. E a origem do erro foi uma avaliação e análise errada de médicos.
Peço desculpa aos que aqui me lêem, e à autora, pela minha tradução do castelhano para português, embora julgue que está uma tradução fiel, apesar de livre.

A FURIA


Às vezes penso que temos entendido que a liberdade é esse direito que nos permite vociferar, assinalar um culpado e linchá-lo. Foi isso que ocorreu com o pobre homem que, por levar a sua enteada à escola, passou a entrar algemado numa esquadra.

Graças a uma falta de discrição em cadeia, dos médicos, da polícia, da justiça e dos média, reconhecemos nessa imagem o rosto do assassino, e a turba mais primitiva correu às portas do carro celular a desfrutar da execução moral. Como já não nos alimentamos para além das legendas de fotos e dos títulos, como já estamos a deixar de ler essa letra pequena em que se apreciam os matizes e as verdades, olhamos para o indivíduo e sentenciamo-lo: assassino, apodrece na prisão.


Falo no plural, sim, quero falar-lhes no plural, porque hoje mais do que nunca os periódicos constroem também os leitores, que podem participar activamente no fundo de uma notícia, e se até há dois dias os média digitais se inundavam de explosões implacáveis contra esse rapaz, ontem a culpabilidade era arremessada com a mesma intensa raiva contra a classe médica, a justiça, os média e o feminismo, ou «el hembrismo», como se lia ontem em várias dessas mensagens; uma expressão que me inquieta pelo que tem de fúria submersa. Não sei qual é o filtro que têm as opiniões dos leitores, sendo que às vezes me dá a impressão que nenhum. Sei, isso sim, que o filtro que tenho quando escrevo se chama educação.


Desejaria que o imperdoável erro cometido contra um inocente venha a servir para conter a ira, porque escrever uma mensagem num média digital deveria ser algo importante. Em alguns países a publicação de uma carta pode incluir um currículo profissional, e é prestigioso para um periódico que as cartas tenham elevação. Ontem, as únicas cartas memoráveis foram as que se limitaram a pedir perdão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PORTUGAL VAI FALIR?

Há essa possibilidade no horizonte. Iniciei este blog com um texto onde está inserida a frase que dá mote a este mesmo blog: «Esta mistura explosiva de ignorância e poder ainda nos vai rebentar na cara». É esta sentença que elucida o Portugal actual. Se os portugueses não sabem escolher nem fomentar elites, produzirão o colapso do país. E já têm pouco tempo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O MAIOR POLUIDOR É A GANÂNCIA.

Li esta frase num filme. Faz bastante sentido. Este país só se justifica à luz da ganância que tomou conta de gerações. Que se traíram. Que corromperam os seus ideais. Quem são os portugueses? Que querem hoje? Há aquele já célebre artigo de Prado Coelho, dos últimos que escreveu, em que caracteriza bem os portugueses. Mas o que fizemos, todos, para aqui nos acantonar? Ou melhor, o que não fizemos? Sobretudo não temos feito. Sujeitos ao caciquismo e à imbecilização dos partidos, de forma voluntária, protagonizada pelas várias vertentes das instituições do estado, os portugueses encontram-se imersos na sua própria inércia. Fim à vista? Não. Vai-se incrementar o desastre. A nossa capacidade de mergulhar no desastre não tem fundo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

POLÍTICAS FURTIVAS

Mas a intervenção efectiva no exercício da responsabilidade de governar já exige que a sociedade civil chamada ao exercício tenha existência, para que o alívio de responsabilidades exclusivas dos governantes não se traduza numa versão agravada do abandono delas. Ignorar que uma parcela importante da população europeia não corresponde ao conceito de sociedade civil, mas antes mais corresponde ao conceito de multidão, não é seguramente o melhor dos pontos de partida para organizar uma governança complexa, tão complexa quanto aos problemas assumidos, quanto complexa em relação aos futuros apenas pressentidos.
(...)
Parece mais realista assumir que, nesta entrada do milénio, em catástrofe de governança mundial, a responsabilidade das estruturas políticas europeias, praticantes tradicionais da política furtiva, ainda não se defronta com uma sociedade civil europeia assumida, e que sem o abandono das políticas furtivas essa consciência tardará a ser consolidada.
Prof. Adriano Moreira, no DN de 13.10.2009

COMO EU BEM DIZIA

O que as pessoas querem é emprego na função pública. E as câmaras municipais devem servir para empregar as pessoas. A fazer o quê é que é irrelevante. Oiçam bem aqui, depois dos 15 minutos, o que diz a primeira entrevistada. E cito: “ Estacou. Não houve nada. Não houve empregos novos, não houve gente nova para a Câmara, não houve nada.” As pessoas por cá vêm as câmaras como empregadoras, as grandes empregadoras. Ninguém fala em empresas e em criar riqueza. Quem paga também não interessa. A verdade é que os concelhos definham economicamente. O que em alguns casos coincide com o definhar global da ilha.

sábado, 10 de outubro de 2009

SÓ SE PEDE EMPREGO?

Tenho-me apercebido que os portugueses, quando inquiridos por jornais, rádios ou televisões, a propósito do estado do país e de medidas necessárias para combater o impasse do país, só se referem à necessidade de empregos. Nem uma palavra sobre a necessidade de empresas, de produzir e criar riqueza. Isso passa-lhes completamente ao lado. E não se referem a trabalho. Essa palavra não usam. A questão é mais emprego. Ora isso de emprego é função pública. O que os portugueses querem é estarem empregados na função pública, arrumadinhos e descansadinhos. Como é que isso se paga é, para eles, irrelevante. A preocupação de criar riqueza para redistribuir é irrelevante. Os portugueses julgam que vão viver de maná. Vão ter uma surpresa arrepiante. E ainda vão ser enxotados da União Europeia. Ainda se vai chorar muita lágrima amarga.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A SOMBRA DO PRAZER

Compreender o prazer não significa negá-lo. Não o estamos condenando ou dizendo que é bom ou mau, mas, se o cultivamos, façamo-lo de olhos abertos, sabendo que a mente que está sempre a buscar o prazer encontrará inevitavelmente a sua sombra - a dor. As duas coisas não podem ser separadas, embora busquemos o prazer e procuremos evitar a dor.
Jiddu Krishnamurti, in "Liberte-se do Passado".

domingo, 4 de outubro de 2009

O RESPEITO PELO OUTRO É A PAZ

Ontem revi o filme «SUA EXCELÊNCIA», do Mário Moreno, vulgo Cantiflas, que passou na RTP Memória. Tinha-o visto com 14 anos. Achei na época que era um bom filme. Continuo a achá-lo um bom filme. Se puderem vejam esse filme. E atentem bem no discurso final na Assembleia feito pelo Cantiflas. Sempre actual até hoje.

sábado, 26 de setembro de 2009

ANTES DE VOTAREM VEJAM BEM ISTO

Entrevista ao DR. Medina Carreira, aqui. Depois de votarem podem continuar a ver, meditar e ruminar, se for caso disso, por ter votado mal.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ESPERANÇA NO FUTURO. A LUTA TENAZ DOS JOVENS.

Os jovens de todo o mundo têm de lutar pela existência de esperança para o futuro. Eles têm de lutar. Não podem ser os de mais de 45 anos a falar-lhes de esperança. E não o podem porque retiraram a esperança a todos, traindo os ideais porque lutaram na juventude. Estas gerações do pós-guerra perderam, algures no seu percurso, todas as referências de solidariedade e despiram-se de valores. O objectivo único é a cupidez. Não importa como nem à custa de quem. Tão obcecados ficaram em ganhar dinheiro que é, para eles, irrelevante os princípios que atropelam, as pessoas que machucam e a natureza que destroem. Refiro-me sobretudo ao mundo ocidental e cristão. Que, infelizmente, os outros mundos tenderam a copiar. Hoje, essa geração obcecada pelo dinheiro, educa (ou nem sequer educa nada) os filhos no objectivo do ter mais, muito mais. As crianças tornam-se estúpidas, e muito mal criadas, em função de ter um telemóvel, um jogo de vídeo, roupa ou calçado de muito boa marca. Sem se aperceberem das vítimas que os fabricam, das suas condições de vida. E depois são os consumos concorrenciais.

Os jovens têm de lutar contra as gerações mais velhas que lhes degradaram o caminho. Têm de se entender com valores que os mais velhos já não respeitam. Têm de buscar a razão de se adquirir esperança. Têm de ser a integridade na política e consubstanciar os novos paradigmas. Indigo. Um dia tem-se de responder ao que se fez com os dons. Comecem desde já a responder com eles. Dar de beber a quem tem sede, de comer a quem tem fome, agasalhar quem tem frio. Isto é o básico. Mas há muito mais para dar e partilhar. Amor, compreensão, tolerância e tempo. Mas, sobretudo, não tirem. A água aos rios, a terra aos campos e a subsistência. E se não tiram, também não ponham lá sujidade nem outra destruição ambiental. Lutem pela harmonia geral com a natureza. Que fizeste com os teus dons? Responde diariamente a esta questão. Não copies a “civilização” dos mais velhos. Está nua de valores e, infelizmente, só respeitam o egoísmo. Luta pela esperança num mundo melhor. Repararás que muitos dos mais velhos baixaram os braços. Cansados de lutar. Ainda têm valores, mas não têm forças para os impor. Acantonaram-se. Têm medo. Do seu escasso futuro. E andam envergonhados por terem perdido os ideais. Algures embrulharam-se nas ilusões do egoísmo e deixaram de lutar. Quem não luta, morre. Se não fisicamente, morre animicamente. E vegetam por aí com medos, muitos medos, sem nunca terem perguntado a si próprios o que fizeram com os dons. Simples pergunta, da qual ainda têm mais medo.

Jovem, luta. Por ti e por todos. A esperança no futuro está na tua luta.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MEDINA CARREIRA - O LIVRO

Deve ter sido lançado ontem o livro de crónicas e outros textos do Dr. Medina Carreira. Todo o eleitor devia ser obrigado a ler. Para ver se se consegue meter alguma coisa de útil na cabeça dos portugueses. Eu julgo que com tanta certificação de competências e equivalências, não há possibilidades de entrar nada de jeito. Paciência. A factura está passada. Todos a vamos pagar. Não todos. Os que levaram Portugal ao estado miserável em que se encontra, falido, não vão pagar nada. Antes pelo contrário, pois já se isentaram e precaveram contra os desaires que provocaram e geraram.
Já agora leiam a entrevista do Dr. Carreira que saiu na última VISÃO

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

DEPOIS DOS DEBATES DIGA NÃO À ABSTENÇÃO. VOTE EM BRANCO.

Depois do que viram e ouviram não vos resta alternativa. Combata a abstenção. Vote em branco. Não passe é cheques em branco. O país não merece que viabilizem estes políticos. Se estiveram atentos viram o que valem e para que se aprestam. É um problema vosso. Depois não se venham queixar sobre a asneira que praticaram. São vocês os culpados, não os políticos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SOLIDARIEDADE SEM FRATERNIDADE É UMA TRETA

Julgo que nem é preciso explicar o porquê. É uma solidariedade inútil. A fraternidade é a solução para a solidariedade. Mas é claro que nesta civilização de egoísmos a fraternidade é elemento ausente.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

INUTILIDADES

The Moscow summit between U.S. President Barack Obama, Russian President Dmitri Medvedev and Russian Prime Minister Vladimir Putin has ended. As is almost always the case, the atmospherics were good, with the proper things said on all sides and statements and gestures of deep sincerity made. And as with all summits, those atmospherics are like the air: insubstantial and ultimately invisible. While there were indications of substantial movement, you would have needed a microscope to see them.
George Friedman, in STRATFOR de 7.07.09

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

LIDERANÇAS CONFIÁVEIS

A falta destas lideranças é o drama actual da democracia. O sistema democrático ficou preso, pela sua tolerância, nas mãos de pessoas pouco recomendáveis, sem escrúpulos e sem ética. Políticos profissionais só significa inúteis que chulam o sistema, logo corrompem-se.
O que fazer? Corrê-los do cenário. Como? Ousem não ser invejosos nem permissivos ao dinheiro que eles ganham com a corrupção. Ousem ser cidadãos íntegros. Se o não quiserem ser também não se queixem. Mantenham-se coniventes com esta deterioração. Mas tomem boa nota que o país não vai aguentar eternamente. Está velho e pode ir-se com uma crise aguda.

domingo, 16 de agosto de 2009

OS PORTUGUESES SÃO TENDENCIALMENTE CORRUPTOS

Os portugueses são refilões e maldizentes. Sobretudo dizem mal dos colegas e dos amigos. Tudo fruto da inveja comezinha, essa instituição nacional. Mas adoram criticar, apontar e dizer mal dos políticos, dos que eles acham que dominam o poder. Acusam-nos das piores tropelias de corrupção e roubo, normalmente tendo razão, mas não os penalizam por isso, nem sequer lhes acenam com uma reprovação moral de conduta. E não o fazem porque acham que quem está no poder deve ser corrupto, pelo que só têm inveja e pena de não serem eles a terem essa oportunidade. Os portugueses apreciam aqueles que conseguem “subir a pulso” vigarizando tudo e todos, só lamentando que não tenham tido o engenho e a arte de também poderem vigarizar e enriquecer como os ídolos que apreciam e invejam. Mas que maldizem. Potencialmente os portugueses, duma maneira geral, são tendencialmente corruptos. Falta-lhes a quase todos o engenho e a oportunidade. Dirão sempre mal, e de forma constante, até terem a oportunidade de também serem corruptos. Como a maioria não tem essa oportunidade, refilarão, com raiva e inveja, que os consumirá, bem como ao seu empenho em melhorar, até à cova. Os portugueses são despidos de civismo. Estão sempre prontos a espezinhar o próximo, nem que seja para tirar uma vantagem medíocre. E odeiam, por inveja, quem se destaca pela competência e qualidade. Foi com essa percepção que Camões encerrou “Os Lusíadas”. E julgo que o fez desiludido com a pátria, com os compatriotas. Os que actualmente elegem agentes políticos corruptos, fazendo-o de forma consciente e com má actuação cívica, na mira de assim tirarem dividendos em seu proveito. Ignorantes e iludidos para assim pensarem e agirem. São uns trastes e tolos. Não são só os maus agentes políticos que são culpados do país caminhar para a miséria e exiguidade. Os portugueses que sustentam a sua permanência nas instâncias de poder são ainda mais culpados. Burros, invejosos, pouco laboriosos e propensos a esquemas de corrupção e vigarice, que geralmente praticam em pequena escala no dia a dia, imitando aqueles que invejam e admiram na grande corrupção e roubo, são os portugueses de hoje. Pouco sérios, oportunistas, chico-espertos e vigaristas menores. O país com gente desta não tem futuro viável.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OIÇAM BEM O DR. MEDINA CARREIRA

Aqui mesmo. Mais claro que isto é impossível. Não sei o que é que mais falta aos portugueses para perceberem. Se calhar só mesmo a capacidade para perceberem. É muita equivalência, pelo que são incapazes de lá chegar.