quarta-feira, 31 de maio de 2006

PALAVRAS QUE ECOAM NO TEMPO

Estas palavras, que adiante transcrevo, escritas por D. António Ferreira Gomes na Carta de Despedida, aquando da sua saída da diocese de Portalegre e Castelo Branco, são acutilantes. E são pertinentes hoje. E interrogo-me sobre o que se passa em Portugal para que nunca se ouçam as vozes atinadas, continuando o país sem rumo na mão de timoneiros inábeis, incompetentes e pindéricos. Que povo é este que não consegue distinguir o trigo do joio?
Ouçamos, então, o eco das palavras de D. António:
«É preciso uma religião para o povo? Decerto, mas é preciso sobretudo uma verdadeira Religião para os económica, social e politicamente poderosos, porque esses podem pecar mais opressiva e nefastamente e importa-lhes sa­ber que da Justiça de Deus têm de esperar maiores castigos». ( …)
«O nosso problema é um problema de classes dirigentes. Que pode efectivamente pensar o povo senão que os seus dirigentes devem ter razão? Razão no que fazem, não no que dizem, se as duas coisas discordam. Não façamos uma religião, uma mora ou uma civilidade "para o povo": desacreditaríamos esses valores e chamaríamos sobre nós o vergonhoso labéu da hipocrisia». (…)
«não é só a propriedade que dá base ao patronato; a religião, a cultura, a ciência, a técnica, a autoridade fornecem outros tantos tipos de patronato em que o domínio humano se exerce, se porventura existe a capacidade». E isto porque «o patronato não é tanto um direito quanto uma fonte de responsabilidades». (…)
«Não confiemos na aparente "harmonia horizontal" das nossas gentes sofredoras, paradas e passivas, não vá acontecer que, na sua passividade, estejam acumulando a sensação de sofrimento injusto, de serem vítimas de qualquer entidade malévola e misteriosa, que os persegue sem causa. Se tal acontecesse, quando a tensão fosse bastante alta, ai daquele ou daquilo que lhes fosse apontado como causa dos seus males!... Todos sabemos como são as cóleras dos fleumáticos, e ninguém ignora também que nunca faltam os falsos profetas» (…)
«Ouvimos à nossa volta invocar a liberdade, a civilização, a democracia, a honra, a tolerância, a bondade natural. Tudo abstracções, meras formas, que podem ser admiráveis se lhes metermos dentro o conteúdo cristão, como podem ser a própria expressão do vazio. Nada há de mais perigoso que os valores cristãos invertidos, que as nossas verdades enlouquecidas: conservam o grande apelo do Evangelho, ao qual se rendem as almas nobres, que podem chegar a fazer o mal por amor do bem»
Pacheco de Andrade, in "O Bispo controverso - D. António Ferreira Gomes, percurso de um homem livre".

terça-feira, 30 de maio de 2006

DIGAM, SE SOUBEREM.

O país está à deriva. A cada ano que passa a situação piora. A despesa pública aumenta todos os anos. O défice cresce assustadoramente. Por este andar o país caminha para a bancarrota. Se alguém souber de algo que contrarie esta minha visão pessimista, que o diga. Adoraria não ter razão.

REVIVER A HISTÓRIA

Portugal, ou seja os portugueses, nunca aprende nada com a história. Assim está condenado a reviver a história ciclicamente.
Hoje, relendo, achei interessante um pedaço de prosa de Filomena Mónica em " A Queda da Monarquia", que transcrevo:
«Em 1910, Portugal era um país pobre, sem riquezas naturais, com um mercado redu­zido, situado na periferia da Europa, com uma população largamente analfabeta e com uma elite que aspirava a viver de acordo com os padrões de vida da Europa. Os anos entre 1850 e 1890 haviam sido relativamente prósperos. Mas o processo de desenvolvimento, que se acreditara poder continuar indefinidamente, parara. Vieram anos de reflexão e amargura. Quem olhasse à sua volta, perceberia que, por muito que o País tivesse mudado, perdera o comboio da modernização. Em termos relativos, Portugal estava mais longe dos países indus­trializados do que cinquenta anos antes. Por outro lado, se o desenvolvimento fora lento, não deixara de provocar vítimas: a passagem do Ancien Régime para o mundo moderno não se fizera sem convulsões. No mundo rural e artesanal, os descontentes eram muitos. As finan­ças públicas, que nunca tinham sido famosas, entraram na bancarrota, provocando uma severa recessão. A economia voltou-se para dentro, levantaram-se barreiras alfandegárias, a luta pelo mercado interno tornou-se feroz. Como se tudo isto não bastasse, surgiram problemas políticos, de que o mais importante foi a humilhação sofrida aquando do Ultimato.Dominada por uma oligarquia, vivendo em grande medida dos favores do Estado, a Monarquia tornou-se cada vez mais vulnerável. Ameaçada, rigidificou, deixando de fora, pron­tas, para todas as aventuras, as novas classes médias, que ambicionavam participar no pro­cesso político, e os trabalhadores, desesperados com a deterioração do seu nível de vida

segunda-feira, 29 de maio de 2006

O ABSURDO DA BATALHA PERDIDA

A batalha da educação está perdida. O país, em consequência, está também mal. A falta de qualidade de instrução das pessoas leva a que o seu desempenho e a competitividade sejam bastante fracos. Não vale a pena estar para aqui com grandes e extensas dissertações. Isto é fulcral, e não se ter isto em conta é fatal. Os anos já perdidos levam a que o país e o seu desenvolvimento estejam comprometidos por décadas. Mesmo que agora, e de forma drástica, se dê uma reviravolta, os seus resultados já só se fariam sentir daqui a algumas décadas, e de forma comprometida pelos estragos entretanto feitos pelas gerações mal preparadas. E todos somos culpados. Sobretudo pelo pecado da omissão.

Agora deixo aqui uns pequenos trechos da entrevista que o Expresso, do passado Sábado, fez a Garrett Fitzgerald, ex-primeiro ministro da Irlanda, e que foi conduzida por Ana Sofia Santos e João Vieira Pereira.

«Apostar numa educação de qualidade. O que me saltou logo à vista ao olhar para os números da OCDE (Organi­zação para a Cooperação e Desenvolvimento Económi­co) foi o facto de Portugal gastar muito mais do que nós em educação, mas ter piores resultados a este ní­vel. Isso parece-me um ab­surdo que necessita de ser re­solvido

«… mantivemos o grau de exigência no máximo, e isso foi muito importante. Mesmo assim, há apenas sete universidades e 14 institutos superiores na Irlanda, contra as várias dezenas que existem, actualmente, em Portugal

MOSTEIROS

Deslizando suavemente para a rebeldia.

ACÇÃO

"Começar já é metade de toda a acção."

Provérbio Grego

domingo, 28 de maio de 2006

AJUDAR UMA CRIANÇA

Hoje venho aqui propor que ajudem uma criança. Neste site poderão fazê-lo com objectividade. por 21 € por mês, na modalidade sustento completo, podem permitir que uma criança possa ter um futuro, diria até que risonho. Façam-no. Verão que se vão sentir melhores pessoas. E verificarão que se todos nós formos hoje melhores que ontem, então amanhã o mundo será melhor que hoje. Bem hajam.

Tenho um novo blog. Criei-o em sociedade, porque me criticaram por ser muito pessimista aqui no DIVAGANDO. Vamos a ver se consigo, também, ver optimismo.

sábado, 27 de maio de 2006

VERDADE

«O príncipio da moral não é ter medo da verdade; é, pelo contrário, ter a coragem e a responsabilidade de pensar e pensar bem, mesmo apesar dos bem-pensantes, hoje principalmente, do rebanho de Panúrgio da rebeldia balante.»
Pacheco de Andrade, in "O Bispo controverso - D. António Ferreira Gomes, percurso de um homem livre.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

TRABALHO

Apercebi-me que as pessoas em Londres têm uma postura para o trabalho eficiente. Trabalham. Ninguém fica à conversa. Toda a gente está sempre a fazer algo. Há sempre produtividade.
Eu vi uma empregada, por acaso muito atraente, a limpar uma porta de serviço, lateral, com um esmero e um cuidado raros em Portugal. Duvido que limpem as portas de serviço por fora. Já é bastante satisfatório quando a limpam por dentro. Em Portugal falamos muito e trabalhamos pouco. Não somos eficientes. Aliás, privilegiamos as pessoas menos eficientes face às eficientes. Despreza-se a competência porque ela põe em causa, desnuda a ineficácia da maioria dos trabalhadores. Nivela-se por baixo para que ninguém possa sobressair, e assim ninguém ser posto em causa.
Também não se chumba para não haver traumas.
Claro que tudo isto tem custos para o país. Mas que, como é claro, ninguém quer pagar.
Mas a factura não vai para debaixo do tapete. Não vai não.

FINANÇAS

A I.U.R.D. tem um programa na TV Record, que se chama Conquistas Financeiras, onde resolvem todos os problemas financeiros das pessoas, aconselhando-as, amparando-as com especialistas.
E se o primeiro ministro também se aconselhasse? Poderia ser que resolvessem os problemas financeiros do país. Até parece que é a única solução que resta. Os especialistas lá do governo, pelos vistos, são incompetentes pelos resultados que o desempenho do país apresenta.

ATRACÇÃO FATAL

«Portugal parece ter uma atracção fatal pelo erro e uma total incapacidade de seguir os bons exemplos»

O Director do Público escreve hoje um artigo, "Assim não".

Leiam jornais, leiam livros, leiam revistas, mas leiam, leiam, leiam.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

INCOMPATÍVEL COM A VERDADE

«Deveremos então concluir que a democracia, em Portugal, é incompatível com a verdade, e precisa da ilusão?»

Pergunta feita no artigo "A ditadura dos explicadores" de Rui Ramos, e publicado hoje no Público. A ler obrigatoriamente.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

SOBRE O TRABALHO

Divagarei sobre as diferentes atitudes sobre o trabalho. Vai ser a minha divagacao seguinte, quando sair daqui de Londres. Vi como se trablaha aqui e aprendi muito. Divagarei. (nao me dou com este teclado, pois falta-me muita coisa).

quarta-feira, 17 de maio de 2006

CHORAREMOS OS MORTOS SE OS VIVOS OS NÃO MERECEREM.

Esta é uma célebre frase de Salazar. Ambígua. É sempre uma frase de pós-futuro. Mas tem a sua carga a pairar no ar.

Vou deixar este post a marinar aqui no topo por uns dias. Na próxima semana recomeço. Pode ser que entretanto alguém discorde ou concorde com o que eu venho dizendo. Para já, tudo o que por aqui tenho posto é pacifico. Continuem em paz. Saboreiem, por enquanto, a paz que têm.

terça-feira, 16 de maio de 2006

NEM TODA A LUZ É VISÍVEL

«6
1E aconteceu que, como os homens se começaram a multiplicar sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas;
2 Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram Formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
3 Então disse o Senhor: Não contenderá meu Espírito para sempre com o homem; porque ele, também, é carne: porém os seus dias serão cento e vinte anos.
4 Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e delas geraram filhos: estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.»

In "BIBLIA", Génesis 6.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

UMA SEMANA DE TELEVISÃO VARRE TODA A HISTÓRIA

Os meus amigos são preciosos. Um não me deixou falhar a entrevista do Prof Hespanha à Pública de ontem. Destaco a parte final:
«P. Há um momento na História em que isto tenha começado a ser assim?
R. Acho que não. É uma História muito recente, não vejo raízes muito profundas para isto. O nosso pessimismo não tem álibi histórico. Estabeleceu-se um modo de vida caracterizado pela irresponsabilidade, mas é uma irresponsabilidade de quem manda.
P. Tivemos uma oportunidade no 25 de Abril que deu...
R. Deu nisto. Deu irresponsabilidade. De quem? Quando se ouve falar de falta de produtividade nos media o que lá está dito subliminarmente é que é porque se trabalha pouco, porque há muitos feriados, porque há muitas baixas. Mas não se diz que nos países bem organizados os portugueses são considerados os melhores trabalhadores e não andam a chorar porque há poucos feriados.
P. O problema está em cima.
R. Quando quem manda não sabe mandar. Irresponsabilidade é quando cai uma ponte e ninguém é responsável, quando faltam os deputados mas com umas justificações manhosas já está tudo sossegado...
P. Não há uma explicação histórica para este pessimismo, este insucesso?
R. Não. É uma criação de hábitos contemporâneos. É do momento. Já vivi em Portugal, no 25 de Abril, momentos de grande esperança. No dia seguinte a um clube português ganhar, Portugal está cheio de força. Acho que não há continuidade de um pessimismo ao longo da História. Até porque a memória hoje é muito volátil, está sujeita a um bombardeamento intensíssimo. Uma semana de televisão varre toda a História. »

O SALAZARISMO PRESENTE

De um excelente artigo, " O MUSEU", de Paulo Moura, publicado ontem no Público, destaco este trecho:
«Os instrumentos mentais do regime salazarista continuam operantes, apesar de explicitamente rejeitados. Não os substituímos por outros valores, outras certezas. São pequenas armas de defesa pessoal, que usamos com o arrebatamento fanático da clandestinidade.Como se vivêssemos duas vidas ao mesmo tempo: à luz do dia, somos livres e tudo está ao nosso alcance. Mas conspiramos na sombra contra o nosso poder.Ser funcionário é uma vocação. A hipocrisia uma quimera. A mesquinhez uma paixão. O risco e a iniciativa são inimigos a abater. A mediocridade é o limite e o ostracismo o castigo para quem o ultrapassa.É uma estratégia de vida, uma sabedoria. As armas banidas trazêmo-las no bolso. Fazem-nos falta

domingo, 14 de maio de 2006

NÃO HÁ SOLUÇÃO À VISTA, RESTA A DEMAGOGIA E O PAÍS SEGUE À DERIVA

O Prof. Medina Carreira, hoje no Público, expõe o que já lhe tinha ouvido no programa "Negócios à Parte".(Este programa repete amanhã na RTPN pela 17H30; 16H30 nos Açores). Do artigo "A RAIZ DO MEDO" destaco o ponto 5:

«5. Perante estas dificuldades e incertezas, o quadro político vigente é caracterizado pelo imobilismo. Todos os partidos com assento parlamentar estão "cercados" pelos cinco a seis milhões de portugueses que, sustentados pelo Orçamento, reclamam respeito pelos direitos e pelas expectativas "adquiridas": políticos, funcionários, reformados, subsidiados e familiares - o nosso Portugal mais conservador e privilegiado - constituem uma permanente "ameaça", que só tem consentido a mentira ou a dissimulação. Eles são a raiz do medo. Os políticos activos fingem assim desconhecer que o Estado Social europeu do século XX é filho de um "negócio" entre os capitalistas e os trabalhadores, destinado a "redistribuir" por todos a abundante riqueza que se criava. E que agora, sem nada para redistribuir a contento de todos, o "negócio" terá de ser repensado ou acabará arruinado. Não há solução à vista, resta a demagogia e o País segue à deriva. O Estado Novo, perante o problema colonial, recusou também repensar e simulou desafiar os "ventos da história". A democracia de Abril, já mais vesga que aquele, tenta ignorar esses "ventos". É sina e será desgraça nossa. »

sábado, 13 de maio de 2006

AOS UTENTES DAS MATERNIDADES QUE VÃO FECHAR DEVE SER APLICADO O PRINCÍPIO DE IGUALDADE: COMO À DE ELVAS, DEVEM IR PODER NASCER EM ESPANHA.

Este título pode parecer que estou a brincar. Mas não estou. Como já venho dizendo esta questão é de estratégia nacional, ou melhor, de falta de estratégia.
Devo dizer que as maternidades que não têm condições devem ser encerradas, o que é óbvio. O problema das maternidades tem a ver com as políticas de falta de desenvolvimento para o interior do país que existiram após a 2ª Guerra Mundial. E consequente despovoamento. Devo relembrar, mais uma vez, que os Reis da 1ª Dinastia tiveram sempre o povoamento como uma das questões cruciais da estrutura da independência do país. Nos séculos XX e XXI os políticos portugueses não se aperceberam desse problema (julgo que por ignorância). A emigração é uma constante da vida nacional e não vai parar. Porque não há desenvolvimento. E já estamos a crescer bastante menos que a média europeia. Estamos a atrasar-nos. Vamos despovoar mais, ainda mais, o interior. O único progresso que houve foi uma melhoria de estradas, com consequente abundância de rotundas, que quando terminadas já não serviam para lá ir, mas sim para sair de lá. Eu já por aqui referi que em Portugal não se produz, só se merca. Quem produz são os estrangeiros, a Auto Europa, a Siemmens, a Opel, a Ford, A banca espanhola, etc. Agora vêm para aí empresas australianas e canadianas para a mineração. Isto significa que os estrangeiros têm capacidade empreendedora que podem aplicar no nosso país, porque nós não a temos. Nunca a tivemos. Nem em Portugal Continental e nem nas antigas colónias. As grandes empresas eram estrangeiras, quer na mineração quer na agricultura. Alguns saudosistas ainda dizem que tivemos isto e aquilo. Pura ilusão, pois os estrangeiros é que tinham. Os portugueses eram e são, como vão continuar a ser, assalariados.
Em Portugal não se valoriza a invenção nem a inovação. É um horror haver alguém a pensar e a raciocinar para desenvolver algo. Ninguém investe nesse dispêndio de tempo valiosíssimo para o futuro. Por isso não temos um produto, uma marca de consagração. Temos o futebol, para mal dos nossos pecados. Nem produtos agrícolas. Dizemos que não rende. Vêm os espanhóis e passa logo tudo a rentável. Por isso é que eles têm o seu interior não descurado. Vejam que na fronteira têm grandes cidades, longe do centro do país, como, Vigo, Salamanca, Cáceres, Badajoz, Barcelona e Bilbao, só para dar alguns exemplos. As nossas cidades do interior e fronteiriças são hoje lugarejos com perspectivas de virem a “encolher” ainda mais. Assim, nascer em Espanha, será, talvez, o melhor para aquelas populações. Quem sabe se não se adiantam ao futuro.

MEDINA CARREIRA

Ontem, no canal 2: da RTP, no programa “Negócios Á Parte”, por este eminente fiscalista fiquei elucidado sobre as variantes possíveis para o futuro do país. Não faço mais perguntas. Vi o filme todo, e bem focado.
Quem quiser ainda pode ver este programa no dia 15 às 17H30 na RTPN. Vale a pena ver. Está a radiografia do país completa. E as análises correspondentes.
Relembro um artigo dele, intitulado “A Verdade Não Mora Aqui”, publicado no Diário de Noticias em 1.02.2005.